sexta-feira, 27 de dezembro de 2019

Grande Quantidade de Lixo Foi Retirado Hoje em Praia de Candeias

Para quem não conhece a Prainha da Boca do Rio, é um lugar paradisíaco que está localizada no município de Candeias e, hoje, com a ajuda do nosso amigo Binho e Galvão, ambos barraqueiros, retiraram uma grande quantidade de lixo, e que nesse momento ainda está sendo retirado o lixo do local.
Banhistas que frequentam a praia não encontram um local apropriado para o descarte dos resíduos, e para complicar ainda mais a situação, o poder público municipal não faz a coleta de resíduos nessa localidade, mesmo havendo uma pequena vila de moradores na região da Prainha, o carro da coleta não faz o recolhimento, ainda mais por se tratar de um ponto turístico bastante movimentado no município de Candeias na região conhecida como "Ponta da Laje".
Antes mesmo da semana do natal, a empresa Braskem, que tem seu departamento ao lado dessa praia, reuniu-se com moradores da ilha de Maré para promover ações de limpeza nas praias das ilhas, porém, a empresa não fez caso de limpar o quintal da própria casa, que é a Prainha da Boca do Rio, conhecida também como Prainha de Aratu.
Não é a primeira vez que a empresa promove ações desse tipo na ilha com o intuito de ganhar a confiança dos moradores de ilha de Maré, descartando a ideia de elaborar ações na prainha devido ao interesse econômico que a empresa tem na localidade em instalar um terminal privativo com o intuito de se apropriar da área, que é uma área de preservação ambiental no município de Candeias. Ongs e banhistas é quem promove ações de limpeza no local, que é um ponto turístico bastante frequentado mesmo em épocas de baixa estação.
Lembrado que a ação será complementada nesse próximo mês de Janeiro pelo grupo Maré Sustentável, grupo local que fará a remoção completa dos resíduos na praia.

segunda-feira, 2 de setembro de 2019

Mais um crime ambiental em Candeias: Desmatamento pode causar prejuízos a um rio em candeias

Um desmatamento ocorrido junto a um córrego de um rio revolta moradores da região conhecida como "Matança" no bairro de Nova Brasília. Uma denúncia chegou por meio de telefone nos informando a respeito de um desmatamento que vem ocorrendo nas margens de um afluente que sai da lagoa da CCC em direção ao Rio São Paulo. Moradores afirmam que o aterro já vem acontecendo há dias, atrás da garagem da Global, próximo à usina de biodiesel, em Candeias. As árvores servem como proteção para os rios, assim como as matas ciliares, e, ocorrendo o desmatamento dessas áreas, os afluentes e rios ficarão expostos a assoreamentos, contaminação das águas e a um risco maior de acúmulo de lixos, dentre outros prejuízos ambientais, causando causam alagamentos, provocando assim um grande desequilíbrio ecológico desses cursos de água. Gostaríamos de chamar a atenção da secretaria de meio ambiente do município para que tome as devidas providências sobre os responsáveis desse crime ambiental. Estamos aguardando um parecer do secretário de meio ambiente, o que tem a explicar sobre o caso. As reservas naturais do município de Candeias vem sofrendo diversos descasos onde, desmatamentos, queimadas, aterros de rios, poluição química nas águas e no ar, dentre outros impactos que vem ocorrendo com frequência na cidade. Áreas de preservação como: Prainha de Aratu, Lagoa da CCC e outras que vem sofrendo o abandono do poder público onde algumas delas vítimas pelo poder econômico e político. O município precisa desenvolver ações de preservação para esses mananciais, mangues e praias afim de oferecer equilíbrio e saúde para os nossos recursos naturais, dando toda a sustentabilidade, que é um dever de todo órgão público, cumprir com o seu papel de proteger o meio ambiente.

sexta-feira, 14 de junho de 2019

Pescadores denunciam indústrias por contaminação no Porto de Aratu

A Colônia de Pescadores da Ilha de Maré apresentou, no último dia 31, uma denúncia ao Conselho de Nacional de Direitos Humanos (CNDH), relatando contaminação química pelo Porto de Aratu e por indústrias instaladas nas proximidades da ilha.
“Desde 2004, temos lutado muito e denunciado o alto de nível de contaminação que a Baía de Todos-os-Santos vem sofrendo. Há um cheiro forte de produtos químicos, a diminuição do pescado, aumento do número de doenças de pele, respiratórias e câncer de estômago e pulmão”, apontou a pescadora Marizélia Carlos Lopes, da coordenação da Colônia de Pescadores da Ilha de Maré.
Em entrevista , Marizélia reafirmou o conteúdo da carta-denúncia entregue ao CNDH, responsabilizou as indústrias localizadas ao redor da ilha, o Porto de Aratu pelos problemas e ressaltou que a Companhia das Docas do Estado da Bahia (Codeba) “é omissa, faz o jogo das indústrias e não liga para os problemas que a comunidade vem passando”.
A representante da colônia de pescadores declarou, ainda, que a entidade fez várias denúncias ao Instituto Estadual do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) e ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), mas que nada foi feito até o momento para resolver o problema.

“Não realizam fiscalizações, não verificam nossas denúncias. Alegam falta de recursos e de pessoal. São órgãos que deveriam atuar em defesa do meio ambiente e da comunidade, mas se curvam aos grandes empreendimentos”, disparou Marizélia.
O Ibama, por meio da assessoria de comunicação, respondeu que realizou várias reuniões com a comunidade e que todos os documentos e denúncias entregues pela colônia foram anexados ao processo de licenciamento do Porto de Aratu, que é realizado pelo Ibama de Brasília. O Inema não enviou respostas até o fechamento desta edição.
A reportagem de A TARDE buscou ouvir José Alfredo de Albuquerque e Silva, diretor-presidente da Codeba, mas a companhia preferiu enviar posicionamento por nota, na qual afirma que, junto com as empresas que atuam no Porto Organizado de Aratu-Candeias, “realiza ações socioambientais efetivas, monitoramento continuado e complexas avaliações na área de influência do Porto, incluindo a Ilha de Maré e regiões de pesca/mariscagem do seu entorno”.

Na nota, a Codeba afirma que “tem trabalhado incansavelmente, em parceria com autoridades públicas municipais, estaduais e federais, visando a adoção de medidas em benefício do meio ambiente, da saúde e da segurança das comunidades residentes na Ilha de Maré e no seu entorno”.
No documento consta que executa planos e programas ambientais e que passou por uma auditoria externa de uma fundação vinculada à Universidade de São Paulo (USP), além de análise do Ibama e Inema.
O texto concluiu informando que os resultados dos monitoramentos do ar são disponibilizados em tempo real no site da Codeba e do Inema, acessível a todos, e “comprovam atendimento dos padrões legais”.

Reivindicações

A carta-denúncia da colônia de pescadores apresenta nove pontos reivindicatórios, com destaque para a exigência de realização de exames médicos em todos os moradores da ilha para identificar a contaminação por metais pesados. Assim como políticas públicas para tratar doenças específicas relacionadas com a poluição química.
A entidade também defende mais rigor no processo de liberação de licenciamentos ambientais; a publicidade da quantidade de produtos químicos que transitam no Porto de Aratu e os riscos deste ao meio ambiente e à saúde humana.
Defendem a realização de monitoramento socioambiental independente, com participação da comunidade e políticas públicas para a promoção da justiça e direitos dos povos e comunidades tradicionais.
“São medidas que visam garantir a permanência da comunidade em seu lugar histórico. Não me vejo morando fora da Ilha de Maré. Pescar é o que sei fazer e amo o que faço. Nossa luta é pelo direito de viver. A nossa luta não vai parar”, concluiu Marizélia. Fonte: A TARDE