segunda-feira, 2 de setembro de 2019

Mais um crime ambiental em Candeias: Desmatamento pode causar prejuízos a um rio em candeias

Um desmatamento ocorrido junto a um córrego de um rio revolta moradores da região conhecida como "Matança" no bairro de Nova Brasília. Uma denúncia chegou por meio de telefone nos informando a respeito de um desmatamento que vem ocorrendo nas margens de um afluente que sai da lagoa da CCC em direção ao Rio São Paulo. Moradores afirmam que o aterro já vem acontecendo há dias, atrás da garagem da Global, próximo à usina de biodiesel, em Candeias. As árvores servem como proteção para os rios, assim como as matas ciliares, e, ocorrendo o desmatamento dessas áreas, os afluentes e rios ficarão expostos a assoreamentos, contaminação das águas e a um risco maior de acúmulo de lixos, dentre outros prejuízos ambientais, causando causam alagamentos, provocando assim um grande desequilíbrio ecológico desses cursos de água. Gostaríamos de chamar a atenção da secretaria de meio ambiente do município para que tome as devidas providências sobre os responsáveis desse crime ambiental. Estamos aguardando um parecer do secretário de meio ambiente, o que tem a explicar sobre o caso. As reservas naturais do município de Candeias vem sofrendo diversos descasos onde, desmatamentos, queimadas, aterros de rios, poluição química nas águas e no ar, dentre outros impactos que vem ocorrendo com frequência na cidade. Áreas de preservação como: Prainha de Aratu, Lagoa da CCC e outras que vem sofrendo o abandono do poder público onde algumas delas vítimas pelo poder econômico e político. O município precisa desenvolver ações de preservação para esses mananciais, mangues e praias afim de oferecer equilíbrio e saúde para os nossos recursos naturais, dando toda a sustentabilidade, que é um dever de todo órgão público, cumprir com o seu papel de proteger o meio ambiente.

sexta-feira, 14 de junho de 2019

Pescadores denunciam indústrias por contaminação no Porto de Aratu

A Colônia de Pescadores da Ilha de Maré apresentou, no último dia 31, uma denúncia ao Conselho de Nacional de Direitos Humanos (CNDH), relatando contaminação química pelo Porto de Aratu e por indústrias instaladas nas proximidades da ilha.
“Desde 2004, temos lutado muito e denunciado o alto de nível de contaminação que a Baía de Todos-os-Santos vem sofrendo. Há um cheiro forte de produtos químicos, a diminuição do pescado, aumento do número de doenças de pele, respiratórias e câncer de estômago e pulmão”, apontou a pescadora Marizélia Carlos Lopes, da coordenação da Colônia de Pescadores da Ilha de Maré.
Em entrevista , Marizélia reafirmou o conteúdo da carta-denúncia entregue ao CNDH, responsabilizou as indústrias localizadas ao redor da ilha, o Porto de Aratu pelos problemas e ressaltou que a Companhia das Docas do Estado da Bahia (Codeba) “é omissa, faz o jogo das indústrias e não liga para os problemas que a comunidade vem passando”.
A representante da colônia de pescadores declarou, ainda, que a entidade fez várias denúncias ao Instituto Estadual do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) e ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), mas que nada foi feito até o momento para resolver o problema.

“Não realizam fiscalizações, não verificam nossas denúncias. Alegam falta de recursos e de pessoal. São órgãos que deveriam atuar em defesa do meio ambiente e da comunidade, mas se curvam aos grandes empreendimentos”, disparou Marizélia.
O Ibama, por meio da assessoria de comunicação, respondeu que realizou várias reuniões com a comunidade e que todos os documentos e denúncias entregues pela colônia foram anexados ao processo de licenciamento do Porto de Aratu, que é realizado pelo Ibama de Brasília. O Inema não enviou respostas até o fechamento desta edição.
A reportagem de A TARDE buscou ouvir José Alfredo de Albuquerque e Silva, diretor-presidente da Codeba, mas a companhia preferiu enviar posicionamento por nota, na qual afirma que, junto com as empresas que atuam no Porto Organizado de Aratu-Candeias, “realiza ações socioambientais efetivas, monitoramento continuado e complexas avaliações na área de influência do Porto, incluindo a Ilha de Maré e regiões de pesca/mariscagem do seu entorno”.

Na nota, a Codeba afirma que “tem trabalhado incansavelmente, em parceria com autoridades públicas municipais, estaduais e federais, visando a adoção de medidas em benefício do meio ambiente, da saúde e da segurança das comunidades residentes na Ilha de Maré e no seu entorno”.
No documento consta que executa planos e programas ambientais e que passou por uma auditoria externa de uma fundação vinculada à Universidade de São Paulo (USP), além de análise do Ibama e Inema.
O texto concluiu informando que os resultados dos monitoramentos do ar são disponibilizados em tempo real no site da Codeba e do Inema, acessível a todos, e “comprovam atendimento dos padrões legais”.

Reivindicações

A carta-denúncia da colônia de pescadores apresenta nove pontos reivindicatórios, com destaque para a exigência de realização de exames médicos em todos os moradores da ilha para identificar a contaminação por metais pesados. Assim como políticas públicas para tratar doenças específicas relacionadas com a poluição química.
A entidade também defende mais rigor no processo de liberação de licenciamentos ambientais; a publicidade da quantidade de produtos químicos que transitam no Porto de Aratu e os riscos deste ao meio ambiente e à saúde humana.
Defendem a realização de monitoramento socioambiental independente, com participação da comunidade e políticas públicas para a promoção da justiça e direitos dos povos e comunidades tradicionais.
“São medidas que visam garantir a permanência da comunidade em seu lugar histórico. Não me vejo morando fora da Ilha de Maré. Pescar é o que sei fazer e amo o que faço. Nossa luta é pelo direito de viver. A nossa luta não vai parar”, concluiu Marizélia. Fonte: A TARDE

terça-feira, 11 de junho de 2019

Mancha de Produto Aparece Na Enseada de Caboto Hoje Pela Manhã, Em Candeias.

Na manhã desta terça feira (11), moradores do distrito de Caboto foram surpreendidos por uma uma mancha que apareceu numa distância de aproximadamente 200 metros das residências e da orla. Sem saber a origem do produto, um dos pescadores registrou a ação e encaminhou a fotografia para um órgão hídrico relatando a hora e o local onde aconteceu o fato. Moradores temiam que a tal mancha fosse de algum produto químico, já que a localidade é uma região onde há um grande fluxo de navios cargueiros que vem de várias regiões do mundo com destino ao Porto de Aratu e Dow Química. Pescadores e marisqueiros da localidade ficaram temorosos pelo fato de a localidade já haver históricos de vazamento de óleo e de outros produtos químicos e que comprometeram manguezais da região, mas, o que tudo indica é que a situação não nada de agravante, pois, logo após, período da tarde, uma equipe do INEMA esteve presente no local e concluiu que a tal mancha não se tratava de uma macha de óleo, mas, de lama de matéria orgânica proveniente de navio. De qualquer forma, devemos ficar atentos para qualquer vestígios ou algo que se assemelhei aos danos ambientais e acionar imediatamente os órgãos ambientais competentes para que assim tentemos evitar o problema antes de se alastrar sobre o meio ambiente.